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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Curiosidades e o que fazer em Florença, na Itália



Florença e Veneza são. sem dúvidas, as cidades que eu mais gosto na Itália. Na verdade, Florença (ou Firenze, em italiano) caiu meio que de pára-quedas no meio da minha viagem. E que surpresa maravilhosa foi a de visitar a capital da Toscana. Fui para a cidade com pretensões de passar uns 3 dias, mas no terceiro dia eu não conseguia mais ir embora, já tinha me apaixonado. Fiquei lá até quando foi possível, e fui embora com uma dorzinha no coração, com o sentimento de "eu poderia viver aqui".

Florença (fonte: http://www.360meridianos.com/)

Como boa amante das artes que sou, seria impossível não se encantar com a cidade que mais parec um museu a céu aberto e que conta com aproximadamente 40% do acervo artístico do país (e ter 40% do acervo artístico da Itália significa ter uma enorme porcentagem das obras de arte mais bonitas do mundo. Na minha opinião, é difícil encontrar esculturas mais perfeitas que as italianas). Essas obras de arte estão espalhadas pelos museus ou pelas ruas de Florença. Ter tido a oportunidade de ver de perto o David de Michelangelo ou a Vênus de Botticelli foram duas das coisas mais emocionantes que eu passei na cidade.

Vênus de Botticelli (fonte: http://www.infoescola.com/)

Davi de Michelangelo (fonte: http://www.econ.ohio-state.edu/)

Escultura em Florença

Não posso falar de Florença e não citar os artistas de rua da cidade. São centenas, milhares, espalhados por cada canto de lá. Vestidos de cupido, com trajes do carnaval de Veneza, desenhando Monalisas no chão ou vendendo pinturas de um pôr-do-sol que pode ser visto no ponto mais alto da cidade. Eles também me encantaram. Tinha arte, beleza e uma certa perfeição em seus trabalhos.

Artista de rua representa "A Divina Comédia" nas ruas de Florença (fonte: http://www.360meridianos.com/)

Artista de Rua em Florença

Artista de rua em Florença

Artista de rua em Florença

Artista de rua em Florença

Artista de rua em Florença

Artistas de rua em Florença

Florença tem mais de 2 mil anos e teve seu auge no Renascimento, movimento artístico que nasceu na cidade e se espalhou pelo resto da Europa entre os séculos 14 e 16. Duas das galerias de arte mais famosas do mundo, Uffizi e Accademia, estão ali. Na Galera dell'Accademia está exposta a estátua original de Davi, obra de Michelangelo datada de 1504. Na Ufizzi, além da Vênus de Botticelli, estão também expostas algumas obras de Caravaggio, Michelangelo e um grande acervo de arte gótica e renascentista.

Mas Florença também abre espaço para os artistas mais novos. Existem muitas galerias e ateliês que expõem arte contemporânea e obras dos mais novatos, alguns exemplos delas são a 'For Gallery' e a 'Galleria Alessandro Bagnai'. A cidade ainda conta com uma agenda cultural cheia durante todo o ano.

Se você não gosta de ir a museus, não se preocupe. A cidade por si só é um encanto, conta com outros pontos turísticos e só de andar por suas ruas já é uma experiência inesquecível.

O que fazer e ver em Florença:

  • Impossível falar de Florença e não falar da Duomo de Santa Maria del Fiore, uma imponente catedral de mármore e cartão-postal obrigatório da cidade. É grande, maravilhosa, possui uma cúpula monumental e é super concorrida entre os turistas. Super difícil conseguir tirar uma foto com a catedral ao fundo, e que não apareça as outras centenas de pessoas tentando fazer o mesmo. O topo da catedral rende uma boa vista panorâmica da cidade. 
Catedral Duomo Florença (fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/)

Catedral Duomo Florença
  • Piazza della Signoria: essa é um verdadeiro museu a céu aberto. Essa praça foi o coração político e social da Florença do passado. Ao seu redor estão o Palácio Vecchio e a Galeria Uffizi (onde está exposta a Vênus de Boticelli). A leste da praça está a Igreja Santa Croce, que guarda os túmulos de Maquiavel e Galileu Galilei. Essa praça é repleta de estátuas (a maioria são cópias, tem até uma cópia do Davi de Michelangelo) que relatam os principais acontecimentos históricos de Florença.

Palácio Vecchio ao fundo

Piazza della Signoria

Piazza della Signoria

Cópia do Davi de Michelangelo, em frente ao Palácio Vecchio

'Pouca gente' turistando na Piazza della Signoria

Piazza della Signoria

Palácio Vecchio

Piazza della Signoria

Galeria Uffizi (fonte: http://www.disfrutaflorencia.com/)

  • Piazza San Giovanni: é onde fica lozalizado o Batistério, um dos edifícios mais antigos e visitados da cidade.
Batistério de Florença

Batistério de Florença

  • Ponte Vecchio: essa ponte é um ícone arquitetônico da cidade de Florença, datada de 1345. É legal ir andando até lá e admirar a arquitetura. Já na ponte, você vai reparar no comércio de artigos de luxo, são mais de 15 joalherias vendendo artigos em ouro e prata.

Ponte Vecchio

Ponte Vecchio

Comércio na Ponte Vecchio

Vista da Ponte Vecchio (não sei porque a água tem essa cor)

Na Ponte Vecchio

Comércio de artigos de luxo na Ponte Vecchio

O que fazer a noite em Florença:

Quando eu  estive na cidade percebi a grande quantidade de jovens e intercambistas que estavam ali também. Conheci muitos intercambistas americanos, o que não era tão comum assim nos outros lugares da Europa em que estive. 

Florença é cheia de barzinhos e pubs, e pele menos enquanto eu estive lá, eles estavam bem cheios todos os dias. Como fiquei hospedada na casa de um amigo local da cidade, ele conseguiu me mostrar vários pontos de lá que os turistas não conhecem tanto. 

Fomos em um pub muito legal, infelizmente eu não lembro o nome ( se você está lendo essa postagem e conhece esse bar, por favor me mande uma mensagem dizendo), que é o que tem mais variedades de shot na cidade. Tem shot de tudo o que você consegue imaginar. Tomamos um muito legal, ao invés de copo, o cara colocava o drink dentro de uma banana cortada em formato de copinho. Tinha com Nutella, menta, amendoim, e muito mais.

E a noite da cidade não é feita só de barzinhos ou pubs, tem também muitas festas e baladas animadas.

Shots em Florença

Shots em Florença

Shots em Florença

Outras informações sobre Florença:

  • O centro de Florença é tranquilo de andar a pé. Além disso, em muitos locais turísticos é proibido o tráfego de automóveis. O bom mesmo é fazer tudo a pé ou de bicicleta, e se perder pelas ruas da cidade.
  • Se você quer comprar obras de arte, peças de artesanato ou antiguidades, existem muitas galerias e boas lojas para isso. O mercado de rua San Lorenzo é uma boa pedida, pois vende de tudo a preços acessíveis. Em qualquer lugar do centro histórico você vai ver várias lojinhas de souvenirs. O difícil é                   escolher o que levar, porque até os imãs de geladeira dessa cidade são feitos como obra de arte.
  • Florença é uma cidade italiana, então já era de esperar que as grandes marcas da moda estariam presentes pela cidade. Andando ao longo das vias comerciais Tornabuoni e Vigna Nuova você vai ver várias delas.
  • Michelangelo, Leonardo da Vinci, Nicolau Maquiavel, Dante Alighieri, Américo Vespúcio, Donatello, Botticelli. Boccaccio e muitos outros artistas e importantes nomes nasceram em Florença.
  • Escolher onde comer é uma tarefa difícil. Você vai passear pelas ruas e ver vários restaurantes, lanchonetes e sorveterias com apresentações divinas, e vai querer parar em todos...haha
Vitrines de Florença

Vitrines de Florença

Vitrines de Florença

Vitrines de Florença

Confira 5 obras de arte imperdíveis em Florença clicando aqui.

Gostou da cidade? Tem alguma outra dica imperdível de lá? Então me conta tudo pra gente aqui nos comentários!!

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Beijo, beijo,

Nicole Werneck.

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2 comentários:

  1. Tudo isso que você mencionou é super verdadeiro. Estou aqui pela segunda vez, passando 45 dias. Conheço muitos cantinhos especiais, o que mais me atrai nesse lugar encantador. É tanta beleza que podemos facilmente ter a Síndrome de Stendhal, síndrome da sobredose de beleza. É uma doença psicossomática bastante rara, caracterizada por aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e mesmo alucinações, decorrentes do excesso de exposição do indivíduo a obras de arte, sobretudo em espaços fechados.[1]
    O nome da síndrome se deve ao escritor francês Stendhal (pseudônimo de Marie-Henri Beyle) que, tendo sido acometido dessa perturbação em 1817, fez a primeira descrição detalhada dos seus sintomas, posteriormente publicada no livro Nápoles e Florença: uma viagem de Milão a Reggio. Durante a sua visita à Basílica de Santa Croce em Florença, Itália, após observar por muito tempo alguns afrescos, descreveu sua experiência como: "Absorto na contemplação de tão sublime beleza, atingi o ponto no qual me deparei com sensações celestiais. Tive palpitações, minha vida parecia estar sendo drenada…".

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    1. Realmente, Florença é demais!!!! Eu amo!!!

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