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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sangue azul, você e o galo que cantou em Portugal



Estava em casa, lembrando de três histórias interessantes que escutei em algumas viagens.

Na Grécia, estávamos em um café conversando sobre os hábitos de higiene de alguns povos. Estávamos conversando sobre o que tinha mudado entre os séculos passados e o atual. E fiquei sabendo porque até hoje dizemos que os nobres tem sangue azul. Como já falei em outro post, sobre as diferenças entre os hábitos de higiene dos brasileiros e europeus (se você ainda não leu, clique aqui para ler), normalmente os brasileiros sentem logo a diferença quando chegam na Europa. Como lá é mais frio, eles realmente tomam menos banhos que nós, brasileiros. Só fazendo uma comparação boba. No inverno tomamos menos banhos por dia que no verão. Porque é mais frio. 
Ah...tudo também é questão de cultura.
Enfim, as gregas me contavam que hoje em dia na Europa realmente não se tem o costume de tomar banho todos os dias, mas que antigamente era muito muito menor a frequência dos banhos. Tudo era mais difícil nos séculos passados, as casas não tinham aquecedores, não existia chuveiro elétrico,... Assim, os nobres eram realmente as pessoas que mais se banhavam, porque tinham mais facilidades. Os nobres também não tinham suas peles tão expostas ao sol como os trabalhadores que tinham que trabalhar ao ar livre. Sendo assim, os nobres tinham a pele mais clarinha e como tomavam mais banhos, a veia azul acabava aparecendo. Coisa que não aparecia nos plebeus, pelas camadas de sujeira que tinham em suas peles e por serem mais queimadinhos de sol que os nobres. Daí diziam que os nobres tinham o sangue azul. 

Já na Galícia, na Espanha, eu e minha amiga estávamos conversando com o nosso host espanhol sobre a diferença entre a América do Sul e a Europa. O Brasil é o único país da América do Sul que tem como sua língua oficial o português, os outros países deste continente, na sua maioria falam espanhol. Brasileiros chamam as outras pessoas de você, nos países da América do Sul geralmente chamam de usted. Já em Portugal, quando se chama alguém de você, significa que se tem muito respeito pela pessoa. Na Espanha o mesmo, se chama alguém de usted significa que você respeita muito a outra pessoa. O Marco nos disse que uma vez na escola haviam dito a ele que há uma versão da história que conta que quando a América do Sul foi colonizada, tanto portugueses quanto espanhóis se julgavam superiores a quem já habitava o continente. Então, os colonizadores quando ensinavam suas línguas aos colonizados, ensinaram a chamar-lhes de você (ou usted), já que se devia muito respeito a eles.

Em Portugal, me contaram a lenda do galo de Barcelos. Eu sempre soube que um dos símbolos de Portugal era o galo, mas o porquê eu não sabia. Então achei interessante quando me contaram essa história. 
É a seguinte: havia acontecido um crime em Barcelos (Portugal) e todos estavam muito assustados com o crime e com a não descoberta do criminoso. Certo dia, apareceu então um galego que passou a ser o principal suspeito. As autoridades acharam que ele era o culpado e prenderam-no. O galego negava o crime, mas ninguém acreditava nele, e acabou sendo condenado à forca. Como último pedido, o galego foi levado até o juiz, que estava em um banquete. Havia um galo assado em cima da mesa, que estava pronto para ser comido, e o galego então falou que se ele fosse mesmo inocente, o galo cantaria quando ele fosse ser enforcado. Todos riram, mas não comeram o galo para ver o que aconteceria. No momento que o galego ia ser enforcado, o galo levantou e cantou. O juiz mandou o galego ser solto imediatamente. Alguns anos depois, o galego voltou a Barcelos e mandou construir um monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.

Olha gente, na primeira e na segunda eu acredito e até achei interessante saber como essas histórias foram construídas no decorrer do tempo. Mas na terceira é difícil acreditar né? Mas o monumento de agradecimento existe de verdade...haha

Nicole Werneck.

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