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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Barrados no aeroporto de Londres



Já estive duas vezes na cidade de Londres. Na primeira, apesar de saber que a imigração ali era rígida, não me preocupei muito e acabei sendo barrada no aeroporto. Na segunda, fui precavida e correu tudo bem.

Na primeira, fui para Londres com mais dois brasileiros e uma grega. A viagem foi totalmente low cost, fomos de Ryanair (conseguimos comprar Porto-Londres por 28,99 euros cada uma) e iríamos nos hospedar de CouchSurfing (a história do CouchSurfing é muito boa, para mim foi uma experiência negativa, mas hoje em dia rio de tudo o que aconteceu. Clica aqui para conferir e me dizer se foi uma experiência negativa ou não).

O voo no Porto sairia as 6:30 da manhã. Como o voo era muito cedo, decidimos passar a noite no aeroporto mesmo. Cada um tinha seu sleeping bag (estávamos de mochilão), e os abrimos ali no chão do aero mesmo, dormimos um pouco. Mas se você não consegue "vaga" (hehe...) em um lugar mais silencioso do aeroporto, é um pouco difícil conseguir dormir ali. Porque nos aeroportos que ficam abertos 24 horas, o movimento não para, ele só diminui de madrugada. Então dormir ao som de passos e conversa e da máquina de limpar (porque eles aproveitam que o movimento na madrugada é menos intenso, e limpam naquele horário) é meio difícil. E se você nunca dormiu em um aeroporto esperando um voo, quando o fizer, vai ver a quantidade de gente que faz isso e que isso é muito mais normal do que se imagina.

Já pediram também para eu escrever sobre como é viajar de Ryanair. Prometo que vou fazer.
Como Reino Unido não faz parte do Acordo de Schengen, mesmo o voo tendo vindo de Portugal, tivemos que passar pela imigração, e carimbar o passaporte, o que não aconteceria com países que fazem parte desse acordo, como por exemplo Espanha e Itália.

Eu já tinha ouvido falar sobre a imigração de Londres ser rígida, assim como já tinha ouvido falar sobre a imigração de Madrid. Já passei pelas duas, e digo que a imigração de Londres é bem mais rígida, pelo menos atualmente.

Quando o voo chegou, fomos separados em duas filas: europeus e the rest of the world (resto do mundo, como está escrito na placa). Como não sou europeia, entrei na fila do resto do mundo. Vou falar primeiro sobre como foi a passagem da Vik, que é europeia. Bom, ela entrou na fila dos europeus, apresentou sua carteirinha de cidadã europeia. No caso, ela é grega. O cara que estava na imigração chamou uma pessoa que falava grego para comprovar se ela era mesmo grega (O_O). Como ela não estava mentindo, trocou uma ideia com o cara em grego e entrou no país.

Para os não europeus, tem que preencher um formulário com dados pessoais, endereço e informações como quantos dias vai ficar na cidade e onde estará hospedado. Eu nunca tinha passado por uma imigração que pedisse isso, e como nossa viagem foi organizada às pressas,  ninguém se lembrou de pesquisar antes o que a imigração de Londres poderia pedir. Bom, o que aconteceu foi o seguinte: tínhamos uma passagem de ida para Londres, mas voltaríamos para Portugal de Amsterdam. O lance é que não tínhamos decidido quantos dias iríamos querer ficar em Londres. Se gostássemos de Londres, iríamos querer ficar mais, senão iríamos ficar menos e partir pra Ams... E na verdade, ainda nem tínhamos decidido onde ficaríamos hospedados em Londres. Tínhamos o telefone de um cara do CouchSurfing, ele tinha dito para que quando chegássemos na cidade, ligarmos para ele, e que assim, ele iria dar todas as instruções para irmos a casa dele. A outra opção, se o CouchSurfing não desse certo, seria encontrar um hostel. Mas como explicar isso para o cara da imigração?

E pra piorar a minha situação, os outros dois brasileiros não sabiam falar inglês, então me senti responsável por tudo o que acontecesse dali pra frente. Muito caras-de-pau, entregamos o formulário sem endereço preenchido para o cara. Na hora ele disse: "Para entrar você precisa do endereço."
Eu: Eu não tenho aqui comigo, tá na internet, no meu e-mail. (realmente estava)
Ele: Você não tem tablet, celular?
Eu: Tenho, mas a internet aqui é muito ruim. Não conecta.
Ele: Continue tentando.

A internet realmente estava muito ruim, impossível conseguir abrir qualquer página da internet. A Vik até poderia conseguir entrar na internet, mas ela já estava do outro lado, e não tínhamos mais contato com ela.

Lição número 1: Seja independente nas suas viagens, tenha tudo anotado com você, por mais que o seu companheiro de viagem tenha anotado com ele. Vocês não sabem se vai acontecer alguma coisa e por algum motivo vão ter que se separar.Deixe seus documentos, dinheiro e informações importantes contigo.

Ok, estávamos barrados ali na imigração. Todos do voo conseguiram entrar, só nós que não. Ficamos sentados ali esperando que Deus ajudasse e o sinal da internet melhorasse. Isso não aconteceu, mas o cara da imigração mudou (olha Deus ajudando). Entrou outro, trocou o turno. Ele começou a nos olhar e chamou sua supervisora.

Antes de dar B.O., eu fui lá conversar com ele e explicar toda a situação. Ele era bem mais simpático que o primeiro.

Ele e a supervisora começaram a nos interrogar, perguntaram tudo, tudo mesmo. O que íamos fazer, quem nós éramos, como nos conhecíamos, o que fazíamos da vida, qual era o nosso destino depois de Londres(todos nós tínhamos passagem dizendo que iríamos para Portugal de Amsterdam dentro de 10 dias, isso ajudou muito). Perguntou para meu amigo, que não é considerado negro no Brasil, mas sim para os padrões europeus, quem sustentava ele, já que ele não trabalhava. Não sei se foi preconceito por parte deles, mas todos nós tínhamos mais ou menos a mesma situação e isso só foi questionado a ele. 

Motivo de zoação eterna da nossa parte depois. Zueira never ends.

Depois de uns 20 minutos de interrogatório e de constatar que tínhamos coisas a fazer em nosso país e que não pretendíamos ficar ilegais em Londres, ele carimbou nossos passaportes.

Eu sinceramente não acho que eles estejam errados de terem uma fiscalização rígida, muita gente quer entrar na Inglaterra para trabalhar e muitos acabam ficando ilegais ali, fora o medo de terrorismo que existe. Eles tem que ser rígidos, mas não precisam ser mal-educados. Só de história de Londres, eu teria um livro pra escrever. Se você já foi barrado em algum aeroporto, deixa aí nos comentários. Vamos alertar a galera que está indo viajar de qual aeroporto o esquema é mais rígido e o que temos que ter em mãos para não sermos barrados.

Para entrar em Londres você deve ter todos os seus documentos em dia e tudo muito bem explicado(motivo da viagem, comprovante de onde vai ficar, tempo de duração da estadia, tudo). Para os mochileiros sem destino é mais difícil ter tudo certinho. Mas as pessoas que viajam com família, ou que são mais organizadas nas viagens, normalmente já esquematizam tudo certinho e não tem problemas.

London, baby!

Finalmente, em Londres

Beijo, beijo,

Nicole Werneck.
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5 comentários:

  1. Que situação Nicole!! Mas sem dúvida depois valeu muito a pena. Foi na Abbey Road? :P

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  2. esqueci de falar que adorei essas fotos, super malucas! hahaha

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  3. Kkkkkkkkkk...tem que ter fotos assim. Carime, não fui na Abbey Road, infelizmente. Londres é muito grande, eu tinha que ficar lá uns 15 dias pra conhecer tudo. mas eu lembrei muito de vc, porque eu lembro que na última vez que a gente se viu, vc falou pra eu ir lá e tirar a foto. Quero voltar em Londres e vou tirar a foto!!!

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  4. Quando é barrado em Londres tem que tirar outro passaporte?

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  5. Olá, eu fui barrado na imigração da Irlanda ����‍♂️ , sabe me dizer se depois de 2 meses posso ir visitar um amigo com carta convite e tudo mais na Suécia ? Se esse carimbo de negado e nos registros dos aeroportos vão me prejudicar ?

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